sábado, 12 de março de 2011

Um condomínio inteiro unido em luto

E é, justamente, o condomínio onde moro.
Na tarde de quarta-feira de cinzas, uma galera de amigos voltava do melhor Carnaval na praia que já tinham vivido.
A média de idade devia girar em torno de 20 anos. Vinham felizes pela diversão do fim de semana, da convivência com os amigos, pela simples razão de serem jovens e se considerarem eternos. Essa sensação é inenarrável. Ainda me lembro dela e tenho saudades.
Mas, infelizmente, esse pessoal se deparou, sem aviso prévio, com a fatalidade, com um caminhão e com a morte.
Guilherme, o motorista do carro, um chevettinho 77 que era polido cuidadosamente todas as semanas, teve morte instantânea. Era um menino. Menino educado, bom filho, amado por sua galera.
Os outros 4 ocupantes do carro salvaram-se. Dois já foram liberados do hospital e outros dois permanecem internados, sendo que a única menina, em estado bastante delicado.
É muito triste participar da comoção geral que impera entre todos os vizinhos.
Todos os que são pais não podem deixar de se colocar na situação daquela mãe e daquele pai que perderam seu filho ou dos outros pais, que embora ainda os tenham junto de si, sofreram e estão sofrendo pela tragédia que os acometeu.
Repentina e estupidamente esses jovens foram forçados a amadurecer. Como abacate no jornal. Não foi de forma gradual e constante como normalmente é. Foi brutal e inexplicável.
Deus, misericordioso como só, presenteou esse meninos com o esquecimento. Ninguém lembra do acidente. Fala-se em amnésia pós traumática.
Prefiro acreditar na mão de Deus.

5 comentários:

O PANTANAL ON LINE - PROFESSOR RENATO PANTANAL disse...

Nossa a equipe do site O PANTANAL ON LINE agradece estamos te seguindo também!

Maria elizane disse...

Amiga!!!! vc escreve com a alma!!!! conseguiu colocar poesia até na morte....talvez aí está a mão de DEUS....nas tuas mãos!!!! Que DEUS abrande o coração dessa mãe,e q seu filinho descanse nas mãos de DEUS!!!

Desconstruindo a Mãe disse...

Oi,

Queria poder abraçar estes pais e mães que nem conheço, mas cuja dor comove a todos nós. A gente fica pensando a respeito de justiça, de ciclo da vida e nada parece justificar uma perda precoce, mas é preciso que nesse momento todos unam forças e fé para amparar essas famílias que, como disseste, estão sofrendo com a tragédia.

Nossas orações estão com vocês todos!

Um beijo,
Ingrid

Bloguinho da Zizi disse...

Marilisa
Nada que dissermos aqui vai amenizar qualquer dor, ainda mais uma dessas.
O nosso pensamento é de que a paz chegue ao coração de todos os envolvidos.
bj

Rosi Andrade disse...

É Mari, estamos mesmo numa tristeza nesse condominio. Lugar que escolhemos para criar nossos filhos em segurança, com qualidade de vida e quando eles alçam vôo, bate uma dor assim no nosso peito. Que coisa!
Os abacates amadurecem mais rápidos ao serem enrolados em jornal!
Muito fiz isso e com razão dizes que será assim, forçado o amadurecimento desses jovens adolescentes.
Tão cheios de vida, de expectativas!
Tão cheios de alegrias!
De tudo ficará as cicatrizes nesses corações!
Ficará o medo, o receio, as noites mal dormidas dos pais, pois todos sabemos que a vida continua e nossos filhos seguirão seu caminho, não embaixo de nossos olhos, como desejaríamos.
Ao sair de casa sempre digo aos meus: Vão com Deus meus filhos!
Sinto que nesse exato momento uma mão os ampara.
Que essa mão ampare também os pais dessa gurizada.
Que ampare o Gui do lado de lá, já de volta ao "nosso lar".
Que ampare a Nati, que precisa muito ainda de preces e os que já saíram dessa tragédia toda.
Que eles cresçam, como a vida deve ser. Na evolução normal da vida,escrevendo cada história ao longo do caminho, sem mais atropelos e dores aos seus jovens corações.