quinta-feira, 28 de maio de 2009

Amanhecer

Conforme prometi volto aqui prá dar notícias do último livro da saga do Crepúsculo, de Stephenie Meyer, que se chama Amanhecer.
Confesso que baixei na internet numa tradução dolorosamente mal feita, mas que apesar de tudo, conta a estória.
Como eu já estava envolvida na estória por conta de Crepúsculo me deliciei com Edward, mais no papel de anjinho do que de vampiro; de Jacob, um lobisomem do bem e a Bella, que apesar de ser meio chatinha era a única com quem eu poderia me identificar de alguma forma, pois era a única humana...
Enfim, uma estórinha bem contada de amores impossíveis, mas que acabam bem.
Quando terminei o livro me veio a parte filosófica em : A finitude da vida.
A grande diferença entre Edward e Bella é o fato de que eles vivem em mundos completamente incompatíveis, tudo isso devido ao simples fato da humanindade que ela carrega.
Seu fim é certo.
Correndo os olhos pelas páginas vamos nos envolvendo com os personagens e dando vida à eles, torcendo pelo final feliz, mas acabada a leitura é a vez de encararmos a nossa própria finitude e é impossível deixar de desejar ser transformada em vamipro...Ainda mais se nosso criador fosse o Edward...Aí, o Edward.
Como sabemos, racionalmente, que vampiros não existem, podemos dar asas à imaginação e conceber um vampiro às avessas, assim como Edward. Ele tem sentimentos nobres. Não é mau. Seu grande problema na vida escura é controlar a sede de sangue - o que ele faz admiravelmente bem - e as crises de raiva tipo Incrível Hulk, onde se troca o verde pelo vermelho. Fora isso ele é quase um emo.
É sem"H", mesmo, não estou sendo irônica...
Mas, sem fugir do tema, fico aqui pensando no assunto: E se me fosse oferecida a oportunidade de ser transformada numa vampira - linha Edward, é claro - qual seria minha opção?
Escolheria o fim certo com hora incerta ou escolheria a morte/vida vampiresca?
Com certeza para Bella foi fácil escolher, já que ela teria a eternidade ao lado do amor da sua vida, ou da sua morte no caso, mas e em casos como o meu e o seu, em que veríamos todos os nossos amores morrerem, um a um, numa soma infinita, será que valeria a pena?
Ainda não tomei a decisão.

2 comentários:

Quem é ela? disse...

Putz... questionamento dificultoso a uma hora dessas? Posso responder amanhã? É que vou assaltar um banco de sangue e já volto...

Quem é ela? disse...

Estou lendo Crepúsculo, que comecei ontem e já está quase no fim. Acho que minha sede por leitura é quase como a do Edward por sangue, só que eu não consigo controlar. Ok, é literatura adolescente, história inverossímil de um vampiro de mais de 100 anos, com aparência de 17. Discordo, Anjo, ele não é emo, não, ele é educado, culto, tem bagagem e, na minha imaginação é mais que perfeito em todos os sentidos. Confesso que queria ser a Bella do Edward Cullen, aliás, dava de bom grado a minha jugular pra ele morder, sem medo de ser presa por assediar um garoto de 17 anos. Isso é só aparência e fantasia, afinal! Edwuard é um vampiro secular, geladinho como eu, palidozinho e com olheiras como eu, insone (quase como eu), fora o fato de não aparentar a idade, que nem eu! Hahahaha!!! A diferença é que além do gosto sanguinolento e da juventude eterna, ele não existe! Lamentavelmente! Ou eu já teria escolhido a eternidade, com certeza! Aliás, sou tipo O positivo, será que ele toparia? Ah, a ficção! Que coisa melhor pra realizar um amor impossível absolutamente possível? Viva a imaginação!