segunda-feira, 6 de junho de 2011

As pontes de Madison


Esse texto foi escrito há mais ou menos 2 anos quando soube que este filme havia sido adaptado para o teatro. Ele ficou guardado, não sei por que, até que a Carol publicou no blog dela um vídeo com a cena mais doída do filme: a cena do "trinco da porta" e lembrei do texto guardado e agora compartilho aqui com vocês.
Já faz mais de 15 anos que assisti As Pontes de Madison, que foi um sucesso absurdo na época. Lembro que na época não me senti 'mexida' pelo filme como a maioria das pessoas que assistiram. Achei bonzinho. Água com açúcar. Prá quem não lembra ou ainda não assitiu, Maryl Steep era uma jovem senhora, que vivia sua pacata vidinha com seu pacato marido, numa pacata cidade e seus dois filhos. Providencialmente ocorre uma pequena viagem em que o pai se ausenta com os filhos por 4 dias. Ao mesmo tempo chega à cidade um fotógrafo da National Geographic (Clint Eastwood)para fotografar as famosas pontes.
Como qualquer mãe normal ela estava se deliciando com a perspectiva de ficar sozinha durante esses poucos dias e tentar lembrar quem ela era de verdade. Mas em seus primeiros minutos de solidão ela se depara com aquele homem estranho e fica automaticamente apaixonada.
O romance é intenso e envolvente. Principalmente se levarmos em conta a vidinha pacata e sem sal que ela tem. Dedicada à família sua rotina é bem previsível e desprovida de emoções. Um ilustre desconhecido nesses momentos se transforma num prato cheio para um coração vazio. Sucesso de público e crítica.
O final do filme é de cortar em pedacinhos pequenos os corações mais duros...O momento em que ela deve escolher entre a família e a paixão.
Quando o filme foi adaptado para o teatro, há dois anos, lançaram uma pergunta ao público: Qual seria a sua escolha, se assim do nada, surgisse uma paixão avassaladora na sua vida e você se visse entre a cruz e a caldeirinha. Qual seria a sua escolha??
O amor à pacata família X Paixão fulminante pelo ilustre desconhecido - naquele momento já não tão desconhecido?
Eis a questão!!
Seria melhor peitar essa paixão e se jogar nessa aventura (que pode ser passageira)e viver dias de intenso enlevo e sexo selvagem ou ficar com a pacata e previsível família, que vai te jogar na cara qualquer distração, justamente quando você estiver pensando se não teria sido melhor correr e abandonar tudo?
Fiquei pensando sobre isso e digo sem titubear que escolheria a minha família sempre e sempre.
Jamais trocaria o amor por uma paixão, uma aventura.
Amor é cumplicidade, companheirismo, lealdade, amizade, coisas que uma paixão nem imagina o que é.
A paixão pode levar ao amor, mas prefiro amar apaixonadamente.

10 comentários:

Cristina Simões disse...

Assisti este filme muitas e muitas vezes , e engraçado que todas as vezes que aparece a cena em que ela esta com o marido e quase quase sai do carro ...meu coração dispara!!!!risos...
acho este filme emocionante.
abraços da Cris.

Fernanda disse...

SE existisse amor, valeria a pena lutar. Essa paixão louca pelo outro poderia ser reacesa pelo casal. Se existisse amor...

Sem amor acho que não vale a pena...para nenhuma das partes envolvidas, ninguém merece solidão a dois. Se existiu um encantamento é pq havia o espaço em branco que seria ocupado mais dia menos dia.

Mas quando existe amor tudo vale a pena!

Bjs

Bloguinho da Zizi disse...

Marilisa
Sinceramente?
Assitindo o filme achei que ela iria com ele e ...torci por isso...pois aquele marido era mais um colega de vida que um marido. O que ela sentiu pelo fotógrafo foi muito louco, eu sei, e poderia acabar rapidinho.
Na vida real, nunca passei por isso, então opinar fica difícil. Tudo que é avassalador pode acabar abruptamente e o arrependimento vem como tsunami.
Beijinhos

Bloguinho da Zizi disse...

Marilisa
Sinceramente?
Assitindo o filme achei que ela iria com ele e ...torci por isso...pois aquele marido era mais um colega de vida que um marido. O que ela sentiu pelo fotógrafo foi muito louco, eu sei, e poderia acabar rapidinho.
Na vida real, nunca passei por isso, então opinar fica difícil. Tudo que é avassalador pode acabar abruptamente e o arrependimento vem como tsunami.
Beijinhos

Blog UaiMeu! disse...

Oi.. qto tempo não venho aqui mas gostaria de dizer que esse filme é perfeito! E não poderia deixar de comentar! Uma experiência maravilhosa de vida!Parabéns pelo post!
Abraços

Brasigrega disse...

Tem pessoas que precisam de adrenalina...E a paixão é adrenalina pura...Mas ela não dura para sempre!

Karina - Frei-Sein disse...

Sou viciada em filmes!! Foi muito bom relembrar com esse teu post um filme tão bonito!! Precisava disso nesse momento!!
Obrigada peloa oportunidade!!
Beijinhos...

Malu disse...

Marilisa, muito bem lembrado este filme.
Assisti várias vezes e sempre encontrei sentimentos diferentes para cada vez que assisti.
Grande abraço,minha querida.
Foi bom passar por aqui.

CarolBorne disse...

Quando a paixão se transforma em amor a chama fica branda. O que era um incêndio vira lume. Então, algumas pessoas se perdem porque estão acostumadas às chamas, ao calor. O amor de verdade é uma coisa muito rara, como um merecimento poderoso. Talvez a escolha de abrir a porta e partir acabasse por jogar terra e apagar as labaredas. A vida tem dessas coisas. Ela morreria de remorso em menos de uma semana e seria infeliz porque já existiam vínculos muito fortes estabelecidos antes. A aventura é um sopro. Alguns amores precisam durar a intensidade, não o tempo. O amor sobrevive, mas é na distância que ele permanece. Alguns amores escolhem não abrir a porta.

Karina - Frei-Sein disse...

Saudades!!!
Uma ótima Semana!!!